É um elemento muito importante das nossas vidas, do qual infelizmente nem todos se apercebem. Portugal é um país que só recentemente começou a lidar com o problema da separação de resíduos. Foram então introduzidos caixotes de cores apropriadas para os diferentes tipos de resíduos que produzimos diariamente. Enquanto o município é responsável por fornecer os caixotes e recolher o nosso lixo, em casa temos que nos responsabilizar pela correta separação.
Como separamos
Todos os resíduos devem ser associados a uma cor adequada:
- vermelho – vidro
- amarelo – plástico
- azul – papel
- verde – resíduos mistos
- castanho – biorresíduos
Além disso, cada pilha e lâmpada deve ser colocada num recipiente separado, adequado, pois contêm substâncias muito perigosas para a vida e saúde humana, bem como de animais e plantas.
Dado que há cinco caixotes, ao produzir resíduos, devemos separá-los já em casa, antes de os levar para o caixote. No entanto, não é uma tarefa fácil, se não tivermos recipientes adequados para isso. Então, devemos encher a casa com caixas etiquetadas para os diferentes tipos de lixo? Não. Basta adquirir armários apropriados com recipientes que são montados como armários de cozinha.
Se não tivermos a possibilidade de tal montagem, vale a pena considerar algum tipo de armário fechado com recipientes ou até baldes para resíduos específicos. É importante que estejam todos guardados.
Propostas de separação
Uma solução boa são os caixotes montados na porta, que podem ser presos na parte interna das portas. Também é possível adquirir um conjunto de vários recipientes empilháveis.
Se tivermos um jardim ou quinta, vale a pena pensar num compostor. Pode ser feito por nós ou comprado. Resíduos orgânicos podem lá ser colocados, criando ao longo de alguns meses um conjunto insubstituível de minerais, nitrogênio, fósforo e outros componentes valiosos para as nossas culturas de jardim. Resíduos que podem ser colocados no compostor incluem: relva cortada, cascas de ovo, borras de café e chá (mesmo em saquetas), ervas daninhas, galhos, cascas de frutas e legumes (exceto cítricos).
Pode-se também adquirir suportes, nos quais se colocam sacos de lixo. Se tivermos onde guardá-los, por que não?
Não colocamos no caixote
Não devemos de forma alguma colocar lâmpadas e pilhas, nem equipamentos eletrônicos, acumuladores, medicamentos e embalagens de medicamentos no caixote. Para lâmpadas e pilhas existem recipientes separados e adequados. Em hipermercados e lojas de eletricidade também podemos deixar esse tipo de lixo em recipientes apropriadamente designados para isso. No caso de eletrodomésticos, vale a pena verificar se a região está a organizar uma campanha de recolha de lixo eletrônico (p. ex., em escolas). Algumas escolas recolhem esse tipo de lixo em campanhas chamadas “Crianças Recolhem Lixo Eletrônico” e entregam-nos num ponto especial. Por participar na campanha, recebem vales de compras para a instituição. Além disso, em cada município, existem pontos especiais onde devem ser deixados tais resíduos.
Embora os medicamentos que tomamos sejam benéficos para o nosso organismo, não devem ser colocados no lixo “geral”. Medicamentos não utilizados ou que já passaram do prazo de validade não devem ser despejados no vaso sanitário. Alteram o ecossistema, podem ser prejudiciais para os animais e plantas, o ecossistema das águas, lagos e rios. Além disso, nas estações de tratamento de esgotos são utilizados microrganismos sensíveis à ação dos antibióticos. Portanto, se quisermos descartar medicamentos não utilizados ou as suas embalagens, devemos levá-los a contentores especiais em farmácias ou no Ponto de Recolha Seletiva de Resíduos Sólidos Urbanos (PSR).
Os resíduos decorrentes de renovações ou construção qualificam-se como resíduos volumosos. Estes também não devem ser colocados no caixote normal. A melhor solução antes de iniciar uma renovação seria tentar organizar um contentor para esse tipo de resíduos. Se não for possível, devemos organizá-lo por nós mesmos e recorrer a uma empresa privada.
A separação é muito importante
Se cada habitante do mundo zelasse pela correta separação dos resíduos, haveria muito menos lixo do que agora. As pessoas não se apercebem de quão importante é este elemento das nossas vidas. A natureza nos criou, e nós retribuímos com resíduos e poluição, apenas porque não queremos cuidar do nosso próprio lixo. Em escala global, tem consequências desastrosas. Portanto, cuidemos do nosso planeta, começando pelo nosso pequeno quintal, casa ou apartamento. Se cada um de nós abordar o problema com responsabilidade, a nossa Terra poderá finalmente “respirar” profundamente.